O mundo em ebulição — as principais tensões de 18 de agosto de 2026

O grande foco geopolítico desta terça-feira está no Oriente Médio. A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a se agravar após o fim de um cessar-fogo, enquanto ameaças e movimentações militares aumentam o temor de perturbações no Estreito de Ormuz — uma rota crucial para o comércio mundial de petróleo. O preço do Brent ultrapassou US$ 91 por barril, reacendendo o fantasma de inflação global.

Na Europa, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua longe de uma solução. A Ucrânia realizou novos ataques de drones contra alvos russos, enquanto Moscou mantém sua campanha de ataques. O conflito permanece ligado à disputa maior entre Rússia e Ocidente, com Washington tentando equilibrar pressão sobre Moscou, apoio a Kiev e outras crises internacionais.

No campo econômico, o problema mais preocupante hoje é a combinação de petróleo caro, inflação e dívida pública elevada. Os juros dos títulos de longo prazo subiram fortemente nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, chegando a níveis não vistos há décadas. Isso significa que governos estão pagando mais caro para se financiar justamente quando as tensões geopolíticas exigem mais gastos públicos.

Enquanto isso, a guerra comercial continua sendo outra grande fonte de instabilidade. O governo Donald Trump mantém uma política agressiva de tarifas e medidas protecionistas, aumentando a incerteza para empresas e cadeias globais de produção. A disputa comercial entre grandes potências, somada às tensões no Oriente Médio e à guerra na Ucrânia, está produzindo um cenário de crescente fragmentação econômica mundial.

E o Brasil também começa a entrar em clima eleitoral. A disputa presidencial de 2026 ganha intensidade, com Flávio Bolsonaro fortalecendo sua equipe econômica enquanto pesquisas apontam uma disputa acirrada com Lula. Paralelamente, a economia brasileira segue marcada por juros ainda muito elevados e preocupação com as contas públicas. Em resumo: o mundo de hoje não enfrenta uma única grande crise, mas várias crises simultâneas — militares, comerciais, fiscais e políticas — que estão cada vez mais interligadas.