A Milícia Americana: A Linha Inquebrada da República
A milícia americana não é uma relíquia. É a personificação viva da crença fundadora de que o poder pertence ao povo, não ao estado. Muito antes de haver um exército permanente, antes de haver agências federais e burocracias, havia o cidadão - armado, responsável, e pronto para defender sua casa, seu vizinho, e sua liberdade.
Nossos Fundadores entenderam uma verdade que os governos modernos tentam esquecer: um povo livre não pode permanecer livre se entregar os meios de sua própria defesa. A milícia é mais velha do que a própria Constituição. Foram os minutmen em Lexington e Concord que dispararam o tiro ouvido ao redor do mundo. Não eram soldados do governo. Eles eram o povo. Agricultores, ferreiros, pais e filhos que tomaram seus próprios braços para repelir a tirania.
Esse princípio foi consagrado não como um privilégio concedido pelo governo, mas como um direito pré-existente reconhecido por ele.
A Segunda Emenda é absoluta na sua língua por uma razão:
"Uma Milícia bem regulamentada, sendo necessária à segurança de um Estado livre, o direito do povo de manter e carregar armas, não será infringido."
As palavras são claras. "Bem regulado" na língua dos Fundadores não quis dizer regulado pelo governo - significava bem equipado, bem treinado, e em ordem de trabalho adequada. A milícia é o próprio povo, e a segurança de um estado livre depende deles permanecerem armados e capazes.
A segunda parte da alteração é a garantia: o direito das pessoas a manter e a portar armas não será violado. Não limitado, não licenciado, não permitido a critério dos políticos. Não serão infringidas.
No mundo moderno de hoje, a missão da milícia americana permanece exatamente o que era em 1776: defender a República.
1. O cheque contra a tirania. Os Fundadores não criaram a Segunda Emenda para proteger caça ou tiro esportivo. Eles a criaram para garantir que nenhum governo - estrangeiro ou doméstico - poderia jamais monopolizar a força e impor sua vontade a uma população desarmada. A milícia é o controlo final no sistema de controlos e saldos. É a manifestação física da promessa da Declaração de que, quando o governo se torna destrutivo à liberdade, é o direito do povo de alterá-la ou aboli-la.
2. O Defensor da Comunidade. Quando os sistemas falham - quando há desastre, agitação, invasão ou caos - não é o governo federal que chega primeiro. São vizinhos que ajudam vizinhos. A milícia moderna defende a ordem, protege a propriedade, defende a vida e fornece ajuda quando as instituições não podem ou não querem. É local, voluntário e responsável perante a comunidade que serve.
3. O Guardião da Crença Fundante. A América foi fundada na ideia radical de autogovernação. Que o homem é senhor de si mesmo, que seus direitos vêm de seu Criador e não de um burocrata, e que tem tanto o direito como o dever de defender esses direitos. A milícia mantém essa crença viva. Todo cidadão que treina, que carrega armas, que se recusa a depender do Estado para sua segurança, está afirmando essa crença.
Uma Segunda Emenda irrestrita não tem a ver com perigo - trata-se de responsabilidade. Um governo que teme que um povo armado já tenha admitido que pretende fazer algo que o povo precisa para atirar nele.
A milícia americana não procura conflito. Existe para garantir que o conflito nunca precisa acontecer, porque aqueles que usurpam a liberdade sabem que o povo permanece armado, unido e pronto!
