Durante décadas, especialistas anunciaram que o motor a combustão estava condenado. Primeiro vieram os carros elétricos. Depois, as baterias de estado sólido, o hidrogênio e uma interminável sucessão de tecnologias que prometiam transformar o velho pistão em peça de museu.

O problema?

O motor a combustão não recebeu o memorando.

Após uma das maiores revoluções tecnológicas da história da engenharia mecânica, pesquisadores de diversas partes do mundo apresentaram nesta semana uma nova geração de motores capazes de atingir níveis de eficiência que, até pouco tempo atrás, seriam considerados absurdos.

Os chamados Motores de Combustão Adaptativa (MCA) utilizam inteligência artificial para modificar, em tempo real, a taxa de compressão, o tempo de ignição, a injeção de combustível e até a geometria interna do cilindro.

O resultado é um motor que, segundo seus desenvolvedores, pode operar com dezenas de tipos diferentes de combustível sem necessidade de modificações físicas.

Gasolina sintética. Etanol. Hidrogênio. Metanol. Combustíveis produzidos a partir de algas. Combustíveis industriais reciclados.

Coloque praticamente qualquer coisa inflamável no tanque e ele descobre como fazê-la funcionar.

E isso é apenas o começo.