Uma manchete do The Buenos Aires Post chamou a atenção: De que o Brasil está atacando de forma covarde uma nação que manifestou a neutralidade, a Argentina. A realidade, contudo, é mais complexa do que o post sugere.

Escrevo essa mensagem em português, espanhol e inglês, para que todos compreendam o que está em jogo nesta guerra na América do Sul e entendam nossos receios.

Primeiramente, quanto à neutralidade. O Brasil recebeu a proposta de neutralidade com respeito. Nós ouvimos mediadores do conflito e damos nossas propostas para o fim da guerra. Porém, essa suposta neutralidade não é neutra: A Argentina ainda faria parte de uma aliança, The Bakers, que quer repartir nossa nação. Então foi sugerida a retirada da Argentina da aliança, porém, não houve sucesso. Nossa diplomacia tentou, por todos os meios, evitar que a Argentina fosse uma ponte para os interesses chilenos.

Com a posição errática do governo argentino, não há mais nada a se fazer, exceto garantir que a soberania brasileira seja respeitada, não com palavras mentirosas, dúbias ou enganosas, mas sim com a força militar: Empurrar a aliança The Bakers para fora de nossas fronteiras é essencial para que a soberania brasileira seja alcançada de forma plena.

O Brasil já foi ameaçado pelo nosso inimigo histórico, o Chile. Eles estão em nossas fronteiras e estavam interessados num ataque iminente. Tivemos que nos defender, ainda que preventivamente.

Ademais, acolhemos as pretensões argentinas de se manter à margem do conflito. Porém, sem garantias de que a Argentina não se tornará uma ponte para atacar o Brasil, não será possível aceitar qualquer pedido. Ademais, nossa diplomacia ofereceu os meios para permitir com que a Argentina estivesse fora do conflito, porém, não houve aceitação. O povo argentino precisa saber que seus líderes recusam qualquer termo de paz.

Queremos a amizade do povo argentino. Nosso interesse é manter a paz duradoura com todas as nações. No entanto, ao se manter na aliança e sem o governo argentino garantindo que a neutralidade será alcançada efetivamente, não resta outra escolha a ser feita. Pedimos encarecidamente que os canais diplomáticos estejam abertos durante o conflito, pois estamos sempre dispostos a ouvir sobre a questão.

Com os melhores cumprimentos:

Carlos García

Ministro das Relações Públicas.

English:

A headline published by The Buenos Aires Post has drawn attention, claiming that Brazil is cowardly attacking a nation that has declared its neutrality: Argentina. The reality, however, is more complex than the post suggests.

I am writing this message in Portuguese, Spanish, and English so that everyone can understand what is at stake in this war in South America and the concerns we face.

First, regarding neutrality. Brazil received the proposal for neutrality with respect. We listened to the conflict's mediators and put forward our own proposals to end the war. However, this supposed neutrality is not truly neutral: Argentina would remain part of The Bakers, an alliance that seeks to divide our nation. We therefore proposed that Argentina leave the alliance, but this effort was unsuccessful. Our diplomacy tried every possible means to prevent Argentina from becoming a bridgehead for Chilean interests.

Given the Argentine government's erratic position, nothing more can be done except to ensure that Brazilian sovereignty is respected—not through false, ambiguous, or misleading words, but through military strength. Pushing The Bakers alliance beyond our borders is essential to achieving full Brazilian sovereignty.

Brazil has already been threatened by our historical enemy, Chile. Chilean forces are at our borders and were preparing for an imminent attack. We had to defend ourselves, even if that meant acting preemptively.

Furthermore, we acknowledge Argentina's desire to remain outside the conflict. However, without guarantees that Argentina will not become a platform for attacks against Brazil, we cannot accept such requests. Our diplomacy has also offered ways for Argentina to stay out of the conflict, but these proposals were not accepted. The Argentine people must understand that their leaders are rejecting every proposed path to peace.

We seek the friendship of the Argentine people. Our goal is to maintain lasting peace with all nations. However, as long as Argentina remains in the alliance and its government fails to guarantee effective neutrality, we are left with no other choice.

We earnestly ask that diplomatic channels remain open throughout the conflict, as we are always willing to listen and discuss this matter.

With best regards,

Carlos García
Minister of Public Relations
Government of Brazil


Español:

Un titular publicado por The Buenos Aires Post ha llamado la atención al afirmar que Brasil está atacando cobardemente a una nación que ha manifestado su neutralidad: Argentina. Sin embargo, la realidad es más compleja de lo que sugiere la publicación.

Escribo este mensaje en portugués, español e inglés para que todos comprendan lo que está en juego en esta guerra en América del Sur y entiendan nuestras preocupaciones.

En primer lugar, respecto a la neutralidad. Brasil recibió con respeto la propuesta de neutralidad. Escuchamos a los mediadores del conflicto y presentamos nuestras propias propuestas para poner fin a la guerra. Sin embargo, esta supuesta neutralidad no es verdaderamente neutral: Argentina seguiría formando parte de The Bakers, una alianza que pretende dividir nuestra nación. Por ello, propusimos que Argentina abandonara la alianza, pero no tuvimos éxito. Nuestra diplomacia intentó por todos los medios evitar que Argentina se convirtiera en un puente para los intereses chilenos.

Ante la posición errática del Gobierno argentino, no queda otra alternativa que garantizar el respeto a la soberanía brasileña, no mediante palabras falsas, ambiguas o engañosas, sino a través de la fuerza militar. Expulsar a la alianza The Bakers más allá de nuestras fronteras es esencial para garantizar plenamente la soberanía de Brasil.

Brasil ya ha sido amenazado por nuestro enemigo histórico, Chile. Las fuerzas chilenas se encuentran en nuestras fronteras y preparaban un ataque inminente. Tuvimos que defendernos, incluso de manera preventiva.

Además, comprendemos las aspiraciones argentinas de mantenerse al margen del conflicto. Sin embargo, sin garantías de que Argentina no se convertirá en una plataforma para atacar a Brasil, no es posible aceptar ninguna solicitud en ese sentido. Nuestra diplomacia también ofreció alternativas para que Argentina permaneciera fuera del conflicto, pero no fueron aceptadas. El pueblo argentino debe saber que sus líderes están rechazando todas las propuestas de paz.

Queremos la amistad del pueblo argentino. Nuestro objetivo es mantener una paz duradera con todas las naciones. Sin embargo, mientras Argentina permanezca en la alianza y su Gobierno no garantice una neutralidad efectiva, no nos queda otra opción.

Solicitamos encarecidamente que los canales diplomáticos permanezcan abiertos durante todo el conflicto, pues siempre estamos dispuestos a escuchar y dialogar sobre esta cuestión.

Con los mejores saludos,

Carlos García
Ministro de Relaciones Públicas
Gobierno de Brasil